‘Anitta tem mais é que se dar mal…’

Enquanto isso em alguma caixa de comentário no Facebook:

– “Tu viu o atrevimento daquela funkeira se apresentando num programa internacional?, brada a hater toda eufórica para para a amiga.
– “Funkeira? Que funkeira? A Tati Quebra Barraco?”
– “Não, amiga. Aquela do tal show das poderosas“.

E assim, pelos ‘tribunais da web’ se apedreja a coragem de quem tem a ousadia de imprimir seu nome no hall da fama internacional. E Daí se foi a convite de uma artista gringa? Se teve clipe, e se teve participação em um dos maiores talk shows da TV Americana?

Mas quanta audácia! uma moça com menos de 25 anos conseguir espaço na mídia internacional? Já não bastasse ser dona do clipe feminino mais visto no Brasil, se consagrar por dois anos consecutivos como cantora mais buscada no Google, ainda quer ter espaço no mercado fonográfico internacional? Por acaso não lhe disseram que por ser mulher e ter surgido no cenário do funk carioca ela precisa permanecer pequena e sem brilho pelo resto da vida?

Bom, pelo que me parece, não. Aliás até acho eu que por não dar ouvidos a legião dos que foram afetados pelo ‘complexo de vira lata’ é que anitta trilha a passos largos uma carreira vitoriosa, carregando consigo o não tão doce titulo de representante do pop nacional.

Mas pooooop? Quem aqui ouve música pop? Nóis só gosta das estrelas internacionais. Aquelas que nóis chama de “diva”, “lacradora”, aquelas que são uma verdadeira maquina de fazer “hinos”, ninguém aqui quer cantora nacional alcançando esse status não, e se alcançar nóis empurra pra baixo.

Aliás, fazemos isso com maestria. E se não tem motivo basta cavar argumento dizendo que a participação dela no clipe foi pequena, que teve fotos apagadas pela artista que fez o convite, que poses e figurinos são cópias de outros trabalhos (até por que aqui não se pode ter referência, tudo precisa ser mais do mesmo).

E assim permanecemos unidos de mãos dadas, numa só corrente para que nenhuma de nossas artistas por mérito próprio consiga ver seu nome na calçada da fama. Isso é BRASIL SIL SIL SIL

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(Imagem: Reprodução)

Conheça 10 ideias para renovar e organizar a decoração do quarto

E aí, turma. Tudo bem com vocês?

Me respondam uma pergunta: qual é o cantinho favorito da sua casa? Talvez você tenha diversos lugares que te agradam, mas eu te garanto que não tem nada mais confortável que descansar, estudar ou ver séries no seu quarto, não é? Se você está sem inspiração para decorar ou organizar o seu cantinho então esse post foi feito exclusivamente pra você.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Separar acessórios (brincos, relógios, joias e óculos) é sempre uma boa opção para organizar tudo de um jeito prático e sem perder horas procurando cada objeto.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Sabe aquela parede branca e sem vida? Ela pode servir de espaço para um incrível painel feito com fotografias de amigos, viagens e momentos inesquecíveis da sua vida.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

E quem disse que suas roupas precisam estar amontoadas em um guarda roupas? É hora de desapegar daquilo que você não usa, e o que sobrou pode ser organizado em uma arara.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Uma cabeceira de cama feita em um corte de madeira crua pode dar um toque especial no ambiente. Que tal uma luminária moderna e um suporte embutido que serve como apoio para livros, relógio e pertences pessoais!?

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Luz traz vida a qualquer casa ou cômodo que esteja um pouquinho caído. Um simples pisca-pisca ou luminárias com fio podem ser uma ótima opção para valorizar a iluminação do seu quarto.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Os famosos “pegboards” (placas de Eucatex perfurada), podem ser além de um elemento de decoração, uma ótima ferramenta pra quem tem home office. Deixa tudo pendurado e bem a vista.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Para aquele amontoado de livros, agendas e outros objetos que você não utiliza regularmente mas também não quer jogar fora, a solução pode ser organizá-los e distribuí-los em cestas de arame. Que tal?

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Decorar placas de interruptor de luz não é geralmente a primeira coisa que vem à mente ao decorar um quarto. Mas você pode entrar na onda do “Do It Yourself” (Faça você mesmo), tornando interruptores e tomadas bastante charmosos.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Se você precisa estudar ou produzir em casa, uma boa escrivaninha acompanhada de uma inspiradora parede adesivada podem tornar seu  quarto de solteiro muito mais convidativo a leitura.

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(Imagem: Reprodução/Pinterest)

Caso o seu problema não seja espaço. Um par de cavaletes e uma porta de madeira são a opção ideal para montar uma mesa básica e super estilosa.

E aí, gostou das dicas? Gostaria de sugerir alguma ideia criativa de decoração ou organização? Deixa aí nos comentários ;)

VIOLÊNCIA LGBT – QUEM SE IMPORTA?

E aí, turma. Tudo bem com vocês!?

No dia 17 de maio é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Em decorrência desta data a UNI7 realizou um seminário intitulado VIOLÊNCIA LGBT – QUEM SE IMPORTA?

Idealizado pela professora Lirian Mascarenhas e produzido pelos alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design Gráfico, a atividade foi bastante enriquecedora e contou com a presença de Jack de Carvalho (Assessor da vereadora Larissa Gaspar), além do professor Helio Leitão e ainda de Amanda Fellix, Travesti e Estudante de Ciências Sociais na Universidade Estadual do Ceará.

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Dá uma conferida no texto de abertura do evento:

Pedradas, facadas, pauladas… A golpes lentos e dolorosos, estima-se que a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta no Brasil. Ao contrário do que pensa o senso, ser homossexual não é fruto de uma escolha, o que é diferente de escolher  agredir ou matar um ser humano. Este infelizmente é um assunto debatido há longos séculos.

A história do Brasil nos conta sobre a perseguição do índio maranhense tupinambá Tibira, que segundo historiadores, foi brutalmente morto por franceses com uma bala de canhão em 1614 em decorrência de sua homossexualidade. E com o passar do tempo vemos diariamente a homofobia ser internalizada e se transformar num problema sistêmico.

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?”, e assim, em tom de brincadeira a violência é personificada de forma sutil, a ponto de mal ser percebida. Mas, até que ponto você discriminaria um ser humano por conta de sua orientação sexual? Não temos liberdade de controlar o outro pelos seus desejos íntimos. Muito menos devemos nos sentir ameaçados quando o desejo do outro não se iguala ao nosso. A sexualidade humana não precisa ser (e não é) binária.

A homofobia (ou as homofobias), ou a “homo-lesbo-transfobia” é um fenômeno bastante complexo que não deve ter como resposta somente sua criminalização. O Enfrentamento deste processo se faz necessário com políticas educacionais de qualidade. Heterossexualidade e Homossexualidade não são orientações antagônicas, uma convivência harmoniosa e pacífica é possível.

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#FutebolDeSaltinho Carolina Romanholi e a nova geração feminina no futebol cearense

Se o futebol se modificou bastante nos últimos anos, Carolina Romanholi, 30, faz parte desta mudança. Árbitra cearense acumula treze anos de dedicação ao esporte que é paixão nacional. Ela faz parte do seleto grupo de mulheres que busca espaço e representatividade, dentro (e fora) dos campos.

Sua presença e de tantas outras profissionais neste segmento esportivo, aliás, agrega mais do que democratização ao mundo da bola. É prova clara de que o machismo está perdendo espaço diante do contexto social e ideológico esportivo.

Em uma ‘viagem no tempo’, Carolina relembra do período em que tinha sete anos de idade e praticava handebol assiduamente. O tempo passou e a jovem se viu encantada pelo futebol, graças à influência da mãe que, costumeiramente, acompanhava os jogos pela TV. Foi por volta dos quinze anos de idade que definitivamente abraçou o futebol como hobby e posteriormente  como profissão.

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Ainda que contasse com o apoio integral da mãe para se dedicar à nova escolha, Carolina enfrentou a desaprovação do pai, que num primeiro momento foi radicalmente contra a sua decisão. Logo viria a estratégia para virar o jogo e mudar esta situação. Eis que durante uma final de campeonato paulista, ao perceber na televisão a presença de uma mulher apitando o clássico, a jovem usou o momento oportuno para convencer o pai sobre sua escolha profissional. E funcionou.

O início da jornada foi trilhado com algumas dificuldades, dentre elas a falta de oportunidade para ingressar no ‘mundo da bola’. Carolina passou cerca de um ano entrando em contato com a Federação Cearense de Futebol em busca de curso de formação. Afinal, este era o pré-requisito básico para que pudesse dar um pontapé inicial em sua carreira.

Além da falta de espaço, outros dois grandes vilões se fizeram presentes nesta etapa inicial e que até hoje são problemas recorrentes na presença feminina nesta área: machismo e preconceito. A árbitra afirma ter entrado em campo e, por diversas vezes ter ouvido comentário nada agradáveis, do tipo: “Não é nem pra tá aqui, é pra estar no fogão”.

Atuar nos gramados lhe parecia uma tarefa bastante desafiadora, a começar pelo fato de que os testes físicos realizados a cada trimestre eram (e continuam sendo) tipicamente pensados para profissionais do sexo masculino. Sendo assim, elas precisam redobrar os esforços para participarem deste processo. Além dos testes, buscou ainda o preparo físico complementar em academia, para adquirir fortalecimento muscular. Realizando também o acompanhamento com psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta, disponibilizados pela Federação Cearense de Futebol (FCF).

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Uilian e Carol durante pré-temporada 2017. (Foto: reprodução/Facebook)

Ainda no começo de sua trajetória profissional, ela afirma ter observado uma relativa diferença no tratamento pelo fato de ser mulher. Inclusive chegou a solicitar que fosse convocada com mais frequência, uma vez que árbitros do sexo masculino eram escalados com maior intensidade. Hoje, este tipo de questão é passado, já que a Federação Cearense procura equilibrar a escalação por meio da realização de sorteios e em regime de revezamento.

Atualmente casada com o também árbitro, Uilian Verly, 29, Carolina já enfrentou assédio por parte de um colega de trabalho (que posteriormente foi relatada  à FCF para que fossem tomadas as devidas providências). Já Uilian, por sua vez, reage de forma bastante profissional e ressalta que este tipo de situação nunca foi um problema que atrapalhasse a relação conjugal.

Mesmo que a igualdade entre os gêneros já tenha avançado bastante, a árbitra destaca que o machismo continua a ser um ponto negativo no ambiente esportivo. Ela considera que, mesmo a mulher possuindo mais atenção e delicadeza ao atuar dentro dos campos, nem sempre esses diferenciais são fatores de sucesso quando decide empreender nos gramados.

É importante ressaltar que muito tem sido feito para que as diferenças se tornem cada dia menores. E, aliás, muita coisa já melhorou significativamente para a mulher que queira se profissionalizar no futebol. A começar pelo fato de que nos três últimos anos a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), passou a realizar cursos de formação destinados exclusivamente ao público feminino. Em 2017, o curso de capacitação será oferecido com turma de cinquenta vagas, especialmente para o público feminino.

Ainda que com tamanhas dificuldades, Carolina começa a ver que todo o esforço e dedicação foram coroados com resultados vitoriosos. A árbitra ostenta o título de primeira mulher cearense a atuar numa equipe de arbitragem pela “Série A” do campeonato brasileiro. Outra grande conquista de cunho pessoal foi a oportunidade de ter atuado há dois anos em um ‘Clássico Rei’ (tradicional jogo entre os times Ceará e Fortaleza), que era um antigo sonho vindo da época onde sequer era profissional da área.

Depois de participar de clássicos entre os times São Paulo e Coritiba, Santos e Bahia, ou mesmo em ter viajado por boa parte do país, Carolina afirma que chegou a hora de traçar planos maiores. O curso de Jornalismo é um dos primeiros passos para migrar dos campos para os estúdios, uma vez que suas pretensões profissionais visam a ocupar o posto de comentarista feminina de arbitragem, cargo este que não possui candidatos na TV cearense. E assim, com passos firmes e ideias sólidas, Carolina se tornou nos campos (e fora deles) dona da bola e de seu próprio destino.

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“Ser árbitra é bem mais difícil, pois temos que enfrentar o preconceito e o machismo”. (Foto: reprodução/Facebook)