[PAPO SÉRIO] Educação? Pra quê?

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Todos os dias pela manhã tenho o hábito de verificar minhas redes sociais (quem nunca?). Como de rotina o fiz hoje logo cedo, quando vi uma amiga compartilhar o link sobre a morte de um homem em frente a uma universidade. Seria apenas mais uma notícia dessas que já nem chocam mais, e até seria caso o crime não tivesse acontecido ontem a tarde, em frente a faculdade onde estudo.

Embora eu já soubesse da notícia por meio do whatsapp (com direito a foto, áudios e detalhes do triste acontecimento), somente hoje pela manhã pude refletir sobre o simbolismo da cena. Não vou e nem devo entrar nos motivos particulares que levam um indivíduo a se envolver com drogas, no entanto é perturbador a maneira como o estado “empurra” o cidadão pra esse trágico destino, a partir do momento que lhe nega acesso a educação.

Há alguns anos subo essas escadas quase que diariamente, na tentativa de me tornar um ser humano e um profissional melhor. Me sinto incomodado que outras pessoas não possuam as mesmas condições que eu. Quão irônico e surreal ver alguém ser assassinado a tiros aos pés de uma instituição de ensino. Quantas vidas seriam poupadas se pudéssemos ver a educação democratizada no país?

Preciso alertar que talvez as postagens do meu blog se tornem um tanto repetitivas até o próximo ano, mas não dá pra ficar inerte às vésperas de um ano eleitoral quando se vive num país que só 14% dos brasileiros adultos tem acesso ao ensino superior. Não dá pra imaginar que é possível diminuir o ritmo alarmante da violência numa nação que corta 4 bilhões que deveriam ser destinados à educação e ainda tem um deputado federal que afirma que “quem não tem dinheiro não faz faculdade”.

Volto a repetir: deputados, senadores e afins, carregam as mãos sujas de sangue das vidas que se perdem todos os dias, por conta de um pais onde falta tudo e sobra corrupção.

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[PAPO SÉRIO] Sobre amizade, músicas e saudade

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Sabe aquele sono revigorante de sábado a tarde que te faz perder a noção do mundo? Pois é, acabo de acordar de um destes. Poucas coisas fazem tão bem a um ser humano como dormir bem. Mas este pequeno grande texto não é bem sobre isso. Talvez eu tenha acordado melancolicamente feliz e com saudade de algumas pessoas.

Assim como o sono, a certeza de uma amizade sincera faz bem a qualquer um. E quem não tem uma boa e saudosa amizade? Eu tenho várias por sinal, mal caberiam aqui neste texto se eu me arriscasse a citar todas as que me recordo. Talvez o destino se encarregue de não permitir a convivência diária com algumas das almas queridas de nosso coração, no intuito de nos dar a certeza de que alguns momentos ficarão indubitavelmente marcados na memória.

Sobre a Lívia Graziella

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Devo conhecer a Lívia há pelo menos uns dez anos, foi na época que eu ainda morava em Brasília. A relação de professor e aluna se estendeu para a vida pessoal e aqui está até hoje. São tantas milhares de lembranças que eu mal posso selecionar apenas uma. Lembro de quando ficávamos acordados até tarde, dividindo um único computador (dela por sinal), salvando centenas de papel de parede para o celular (nunca usamos nem sequer a metade deles). Clicando em todos os vírus que era possível, e a tantas da madrugada sempre tinha um que gritava: – “Alô!”. Nesta época misturávamos as letras de “Devolva-Me” (Adriana Calcanhoto) com “Ternura” (Isabella Taviani).

Sobre o Edson Filho

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Conheci esta figura pessoalmente na época mais tenebrosa da minha vida (fim de relacionamento, quem nunca?). O maior de todos os viajantes que já vi nesta vida. Numa dessas viagens tive a grata honra de recebê-lo em casa para a comemoração do aniversário do Aviões do Forró. Quanto arrependimento, que criatura insuportável meu jesus! KKKK Lá vai então Edson e eu curtir uma festa na antiga casa de shows #Danadim… Fim de festa, eu já cansado esperando o taxi e reclamando da demora, quando Edson finge tirar o controle de um automóvel do bolso e diz: “Vamos, deixa que eu te levo no meu carro. QUI QUI (simulando o barulho do destravamento do alarme)”. Acho que poucas vezes eu ri tanto de uma idiotice na minha vida. É pouco provável que eu ouça a música “Comando” (harmonia do Samba) sem lembrar deste ser humano detestável.

Sobre a Daniella Campelo

Daniella

Conheci a Dani mesmo antes de conhecê-la. Apaixonado pela banda Styllus, ouvindo “Flertes” toca exaustivamente nas rádios de Caxias (MA), mal sabia eu que me tornaria amigo da grande voz que deu corpo a esse hit do forró romântico. Mundo que gira, tive o prazer de conhecer a Dani em um desses ‘forrós da vida’. Fora tantos outros momentos incríveis que já vivemos juntos, só posso me lembrar dela usando sua voz adocicada para cantarolar:

Forró aqui só presta se amanhecer o dia
Se amanhecer o dia, senão não tem valor

Enquanto isso sorríamos até do vento que soprasse em nosso redor esperando um cachorro quente pra matar a larica pós farra.

Sobre o Rivaldo Rocha

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O careca mais lindo que já passeou por este planeta. A sensação que tenho quando o reencontro é que a irmandade de nossos corações rompe a barreira da vida terrestre, ainda que eu sofra um intenso processo de bullying e humilhações hahaha. Entre nós definitivamente não existe espaço para cobranças por não ter ligado, mandado uma mensagem ou feito um contato no dia a dia, a leveza de uma boa amizade assim se resume. Riva é a criatura mais alucinada pelo cantor Saulo que já vi nesta vida, não teria como lembrar uma música se não fosse esta…

Sobre a Luciana Souza

Luciana

Sempre tive a sorte de encontrar gente tagarela pra deixar minha vida menos monótona. Chegando em uma turma escolar nova, numa cidade nova e encarando de frente uma vida nova, a Lu foi uma das primeiras pessoas com quem pude socializar. Quase vinte anos depois ainda me lembro da menina baixinha de cabelos trançados, sentada a minha frente, com uma garrafa de água em forma de gelo. No fim da aula (ou na fuga de muitas delas), íamos sempre comer ‘bomba’ (salgado recheado bastante conhecido em algumas cidades) e sorrir da cara de quem quer que passasse em nossa frente. Nesta época a banda Noda de Caju estava no auge de seu sucesso, e tentávamos alcançar os “high notes” da então vocalista (Iara Pâmela).

Sobre a Mariana Miranda

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Eu sinceramente nem sei por onde começar a falar dessa louca, a quem afetuosamente trato como “piranha”. Qualquer pessoa que esteja ao seu lado nas horas difíceis e nos momentos felizes é pra ser carregada por toda a vida. São zilhões de piadas internas e momentos engraçados (incluindo o fato de eu já ter cuspido cachorro quente em sua cara durante uma crise de riso, literalmente). Juntos, fomos ao show do Engenheiro do Hawaii em Brasília, mas na hora de voltar pra casa, cadê carona? Amargamos juntos o frio da capital federal até que o pai dela acordasse e fosse nos buscar, sentados no chão e ouvindo zilhões de vezes: – “Portaria, boa noite!”

Sobre o Guilherme Paiva

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A gente mora incrivelmente próximo e ao mesmo tempo a rotina diária faz parecer longe, já que não nos vemos com frequência. O Gui é o tipo de pessoa incrivelmente popular, que faz amizade até com o cachorro do dono do lava jato da esquina (ou com elefantes indianos, taí a foto pra não me deixar mentir). Daí já viu, conseguir uma brecha na disputada agenda desse moço é missão pra lá de impossível. O mais curioso de tudo é que ele certamente colocou algum tipo de rastreador no meu telefone celular, porque basta eu passar a ouvir com mais frequência algum artista e PAH! Dias depois lá está o Gui ouvindo o mesmo artista, assim foi com Florence, Diogo Nogueira, Roberta Sá…

Que amizades maravilhosas Deus me presenteou! Obviamente não cabe aqui todas as histórias e músicas que eu gostaria de relembrar… A vida é basicamente isto, viver momentos felizes, guardar na memória afetiva e relembrar (ou reviver) sempre que for possível.

 

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#ViralFake – Você é o que você compartilha

Outro dia enquanto deslizava a timeline do meu instagram (segue lá > @blogdonandico) me deparei com essa foto… Não foi a primeira nem muito menos a segunda que eu a vi ‘passear’ pelas redes sociais. Na legenda dizia que o noivo sofria de paralisia e que seus amigos o ajudaram a ficar de pé para que pudesse beijar a noiva na hora do casamento.

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Bom, pra quem é “barata de internet” feito eu, logo achei meio sem necessidade tantas pessoas para segurar um único homem. Notei ainda que o primeiro da fila que o segurava, não parecia estar fazendo tanto esforço assim para mantê-lo de pé. Logo pensei: “saporra é mentira e dezenas de pessoas compartilham isso achando tudo muito lindo, vou atrás pra descobrir se é verdade”.

Logo usei o sistema de busca de imagens do google (onde é possível fazer o upload de qualquer tipo de imagem, descobrindo informações sobre ela e imagens similares). Dito e feito! Logo cheguei ao site Snopes e descobri a verdade por trás da história.

ORIGEM

A imagem foi publicada em 12 de dezembro de 2016 por um usuário através de um tópico no forum Reddit. Achando tudo muito fofinho, uma usuária do twitter publicou a imagem que acabou se tornando um viral. O parecia a imagem de superação e amizade, na verdade era somente a imagem da celebração de união do casal Rita Shaw e seu marido Jared. Ao ser publicada no instagram, a imagem levava a seguinte legenda:  “Dia dos Fundadores Felizes para o bom Bruhz #RQQ”. O segredo estava na hashtag #RQQ, que representava “Omega Psi Phi”, uma fraternidade internacional que foi fundada em 1911 pelos estudantes da Universidade de Howard.

Bastante comuns nos Estados Unidos, uma fraternidade (Fraternity, o seu nome original em inglês, vem de “frater”, que em latim significa irmão) é uma prática acadêmica muito antiga, trata-se de um clube ou uma associação de jovens estudantes unidos por um mesmo interesse. Os seus companheiros de fraternidade serão uma companhia constante durante os seus anos de universidade no exterior e virarão amigos para a vida inteira.

Taí a explicação para que os amigos de Jared estivessem abraçando-o na imagem. Eu lamento estragar a história, e se você ainda assim tiver em duvida, estão aqui algumas imagens do noivo em pé (por conta própria e sem precisar sem nenhum auxílio).

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Se eu pudesse lhe dar uma dica seria: desconfie de todas as coisas que você vê na internet. Levando em consideração que estamos as vésperas de ano eleitoral, não custa nada pesquisar se aquela “corrente de informação recebida no grupo do whatsapp” é verdade. Fiquem espertos, nem tudo o que parece, é”

Com informações: Snopes | Brasil Escola |

[PAPO SÉRIO] Cansei…

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Num belo feriado de doze de outubro resolvi aliviar (quase, digamos), todos os compromissos pessoais e profissionais. Saio de casa na intenção de desopilar da rotina diária que a sociedade me impõe, quando em um desses programas entre amigos alguém pede a conta do bar, e ouço como resposta:
– VAI TOMAR NO TEU CÚ, VIADO!
Bom, digamos que é só um desproposital “vai tomar no teu cú, viado”, simples e descompromissado. Não viesse ele de um “garçom” que descobre ter sido ouvido e logo em seguida se descompensa na tentativa de justificar que era uma interjeição para um colega de trabalho. De imediato me toquei que o “amigo de trabalho” não se enquadra na condição de “viado”.
Logo pensei:
– Estou eu problematizando desnecessariamente? É bobagem requerer um linguajar um pouco mais formal por parte do garçom?

No âmbito de todas os pensamentos surgem muitas colocações. Dentre elas a possibilidade de deixar (ou não), ficar por isso mesmo. Quando de repente vem a mais profunda de todas as tristes lembranças: a do garoto com treze anos de idade se recusa a sair no intervalo escolar por medo que os coleguinhas então comecem o tradicional bullying diário. Aquela tão corriqueira tentativa de tornar-lhe insignificante por ser quase somente o único “viado” da turma.

- “Ah, mas você tá exagerando, tá misturando as coisas” (pensa então quem nunca sofreu com esta situação).

Talvez, e até pode ser. Não pensasse eu que não sou mais obrigado a ouvir um sonoro “vai tomar no teu cú, viado”, do alto de meus trinta e três anos de idade. Exagero? Nem um pouco. Só não me encontro mais em condições de achar que um simples mal entendido na verdade esconde por trás a tamanha cultura de preconceito enraizada no dia a dia. Situação essa realizada por quem normalmente se intitula “gente de bem” e insiste em carregar o comportamento como se fosse a coisa mais normal desse mundo.

Essa “brincadeira” (se é que assim se pode chamar) descompromissada vai parar aonde? Quantos como eu terão que morrer assassinados sob o pretexto de que tudo foi só um “mau entendido”? Não! Eu mesmo não. Sinceramente estou muito exausto de ver dia após dia este tipo de coisa acontecer como se eu não estivesse sendo afetado por isso.

Sabe aquele momento em que você apenas grita: “ACABOU A ZORRA”? Pois é… acabou mesmo! Não tenho mais tempo pra dialogar com quem acha que tudo é uma questão de “mimimi”, ou que pensa ser exigências de mordomias por parte da minoria. Como qualquer outro cidadão adentro em um estabelecimento comercial, usufruo de produtos e serviços (pagando pelos tais) e o mínimo que eu exijo é RESPEITO. Eu sinceramente não ligo para suas crenças religiosas, para o time que você torce ou para qual será sua preferência partidária nas próximas eleições. Eu não ligo… mesmo!

E se você quer me convencer de que “fulano falou isto ou aquilo sem pensar” também é um direito seu. Só não venha tentar me doutrinar de uma situação em que eu estou totalmente convicto da verdade e que não há argumentos neste mundo que possa me demover daquilo que julgo ser certo. Ao meu ver, no mais, respeito está muito além de brincadeiras e convicções pessoais, e se você as tem eu realmente lhe recomendo: GUARDE-AS PARA VOCÊ!

Diante de tudo o que escrevo eu apenas lhe diria: “Bruxa que não luta está fadada a morrer queimada”.

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Sobre os últimos acontecimentos, a arte, a alma, os inquisidores…

Com a palavra, Marcia Tiburi , escritora e filósofa.

“Eu gostaria de sugerir que nesse momento em que o Brasil é levado à histeria política e ao caos, que as pessoas pudesem voltar a si e buscr uma abordagem mais razoável…

A postura que muitas pessoas vêm tendo em relação às artes não é apenas a falta de conhecimento. é uma postura antiética, imoral…

Arte é algo que faz bem, melhora a sensibilidade, a inteligência, agir no mundo.

O titulo (da obra) era “Pedofilia”. Qual foi o raciocínio que os deputados do Mato Grosso do SUL (que pediram o confisco de obra da exposição “Cadafalso”, da artista Alessandra Cunha, em Campo Grande) tiveram? Eles viram o título e, por indução, entenderam que a obra ERA pedofilia, que ao invés de QUESTIONAR, ela INCITAVA. Na verdade, se vocês virem a pintura, é até uma obra ingênua, que remete à solidão e o abandono da criança quando se encontra numa situação de abuso…

A imaginação doentia dos inquisidores do Século XV que descreviam relações sexuais entre bruxas e demônios (“Martelo das Feiticeiras” – tratado escrito por inquisidores da época), ofereceu fundamentos pra incriminar e matar pessoas inocentes, ou seja, o delírio de uns, prejudicou outros até a morte…

Os políticos e os “ativistas” querem aparecer e vêm conseguindo isso usando a velha tática da mistificação. O que é a mistificação? É a criação de uma verdade que em seu todo é falsa mas que move as emoções das pessoas em um nível impressionante. O apelo ao moralismo é, em geral, usado por pessoas e instituições sem ética alguma… Podemos fabricar mitos a qualquer hora, mas isso é errado do ponto de vista ético.
A liberdade é um alto valor de quer sociedade democrática…Arte é um assunto complexo como é a ciência, a religião, como é, até, o futebol…

A televisão vem vendendo opiniões baratas junto com movimentos que brincam com a nossa ingenuidade. Não sejamos os otários que compram ideias prontas só por que parecem baratas ou fáceis de digerir. Fiquemos atentos, a nossa alma vale muito e tem muita gente, desde sempre, tentando capturá-la…”

(Fonte: Jornalistas Livres)

E se os slogans das marcas fossem sinceros?

halls

Não disse o quê…

subway

Dezenas de combinações e o mesmo sabor em todas elas…

skol

Aqui você toma SUCO DE MILHO (cereais não maltados) achando que é cevada

isqueiro

Eu nem fumo e tenho um nas minhas coisas, não sei de onde veio hahah

burn

Tomo uns dez e continuo com sono

dove

Acaba a água do reservatório e ele não sai do corpo

sky

As vezes perde o sinal antes mesmo da chuva começar…

zara

De escravos para escravos

crocs

Se vejo alguém usando já acho que a pessoa desistiu da vida

nescau

Vocês sabiam que Nescau é a junção de Néstle com cacau!?