Dos 15 aos 35

Pra começar, declaro que sou péssimo em fazer contas. Juro, sou mesmo… mas algumas contas a gente faz na prática, faz com corpo e alma sem ao menos calcular nada. E foi assim que fiz esta, que pra mim é uma das mais recentes se não a mais atual delas. Aliás, e que conta grande… tão grande que nem eu vi quantos números nela coube.

Noutro dia eu era um menino que já tateava a vida com poucas ideias e muita curiosidade. Me lembro que ao completar 15 anos eu ainda morava em Caxias (no Maranhão), e nesta data tão emblemática ganhei inclusive um par de sandálias de borracha, este então era o único (e máximo) presente que Dona Dudu conseguia me ofertar naquele momento.

Mas passou muito tempo e muitas coisas desde então aconteceram. Dona Dudu se foi e aqui estou aos trinta e cinco e tal. Se eu colocar nessa conta o que rolou de lá pra cá, mal consigo pensar em tantos números. Numericamente eu até penso que a gente nem cresce tanto assim, mas em história a coisa muda de figura. 15, 25 e de repente 35: mas já? Como assim Fernando? Alguém me explica como em tanto tempo veio tanta coragem? Tanta bravura? Cê não vai me dizer que na casa dos 20 a gente para de miar e passa a rugir? Ah vá…

Logicamente NÃO! Eu apenas ensaio algumas coisas, porque muitas delas a gente só aprende no final de todas essas contas malucas que a vida nos ensina. Mas se aos 35 você me permitir explicar algumas coisas eu posso lhe dizer que:
– Com o tempo tudo tende a melhorar (por mais que lhe digam o contrário disto);
– O “amor-próprio”, assim como respeito e autoestima passam a ser companhias constantes (se assim você permitir);
– Algumas situações parecem insuportavelmente complicadas, mas nada que paciência e determinação não resolvam;
– Pessoas vão ficar pra trás (isso não depende de mim ou de você), porém, muita gente nova aparece, e assim novas histórias se iniciam;
– O que as pessoas pensam sobre você é apenas responsabilidade e problema delas, não seu;
– Independente dos afagos e sorrisos alheios, você sempre será sua maior e melhor companhia, por isso esteja sempre bem consigo mesmo e com aconchego do seu universo particular (e mental);
– Aprenda a fazer contas pq afinal zero vezes zero sempre será ZERO… Eu sei, é clichê mas em algum tempo você vai aprender na prática sobre isso;
Assim segue a matemática da vida, cheia de muitas contas e histórias.

Inacreditavelmente improváveis até que se prove o contrário.

Eu Fernando, Jornalista sim senhor!

De um modo ou outro, o Jornalismo sempre esteve presente dentre as profissões que admirei ainda durante a minha infância. A televisão como canal de comunicação e difusão de informações está intimamente ligada a vida de nosso povo.
Eu ainda era muito pequeno quando assistia o Cid Moreira ao lado de Sérgio Chapelin, atuando como âncoras do Jornal Nacional. As matérias sempre aclamadas de inigualável Glória Maria.
O tempo passou, escolhi o curso de comunicação social como formação acadêmica. Percebi então que o jornalismo estende suas ramificações para uma infinidade de áreas que vão além de um apresentador ou repórter que aparece na tv da sala de nossas casas.
Foram longos anos de muita leitura, muita atividade prática até que eu pudesse responder a seguinte pergunta:
– Você é formado?
– Sim, sou JORNALISTA!
Num país onde as pessoas atacam diariamente os veículos de comunicação por não lhes presentear somente com notícias que agradem seus anseios pessoais, muita gente desconhece o quanto a gente rala pra se tornar Jornalista. Estuda-se psicologia, filosofia, ciências políticas, sociologia, história da arte, rádio e tv, economia, comunicação digital, ética e tantas outras coisas que eu sequer posso citar todas.
Acredito que todo Jornalista tem alma destemida e sede de conhecimento. Ser Jornalista tornou-se em minha história mais que uma profissão, é uma militância política diária. Que não se confunda com a política partidária presente no regime democrático de nosso país.
Militância sim, mas da transformação do conhecimento em ações afirmativas que tragam um mínimo de respeito e defesa de minorias (algumas das quais faço parte). Me empenho para que o jornalismo continue sendo agente de mudanças positivas em nossas realidades cotidianas.


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