[PAPO SÉRIO] Como você tem cuidado de seus amigos?

E aí, turma. Tudo bem com vocês?

Li um texto incrível (clique aqui), que retrata questões ligadas a liberdade no relacionamento. A certo ponto o autor aborda com clareza e naturalidade o envolvimento interpessoal nos relacionamentos, fazendo ainda um contraponto com a questões relacionadas a amizade.

Embora seja extremamente clichê, é inegável que amigos são irmãos que nós mesmos escolhemos ter. Sinceramente acredito que não há ser humano algum que não tenha pelo menos uma meia dúzia de amizades. Elas normalmente se constroem ao longo do tempo com base nas afinidades ou na convivência diária (seja no trabalho, nos estudos, na vizinhança e etc).

Mas e as amizades que passam de leveza ao fardo pesado? E aquelas que se dão por conta de interesses escusos? Ou mesmo aquelas que ao passar dos anos não se provam fortes e leais o suficiente para resistir ao começo de um namoro? Até que ponto vale a pena tocar o barco para frente ou ancorar na primeira parada? Penso que cada um de nós em alguma fase da vida já se deparou com esse tipo de questionamento.

Com o avanço e crescimento das redes sociais, maximizou-se exponencialmente a quantidade de pessoas com quem mantemos contato, muitas das quais não necessariamente conhecemos pessoalmente ou vemos diariamente. O antropólogo Robin Dunbar (criador do “número de Dunbar”), explica por que, apesar das redes sociais, os amigos de verdade se restringem a um grupo de, em média, 150 indivíduos por pessoa.

Ainda segundo Dunbar:

“A frequência do contato é sem dúvida o que mais importa na construção de uma amizade. A intensidade da relação depende muito do quanto você vê a pessoa e do tempo que você gasta com ela.”

Mas, e quando se é a parte que busca o contato sem que se tenha reciprocidade? E quando a(o) amiga(o) por questões particulares conduz a amizade como algo que não é pertinente do campo de suas prioridades? Longe do campo da ‘frescura’ ou do ‘vitimismo’, a construção de qualquer tipo de relação exige o mínimo de atenção de ambas as partes. Uma vez que a tecnologia nos permite diferentes formas de contato, não é nenhum grande desafio fazer uma ligação, mandar um sms, uma mensagem no whatsapp ou deixar um recadinho gentil em alguma rede social.

O tempo se encarrega de mostrar quem fica e quem vai (ainda que esse tipo de decisão não esteja ao nosso alcance). Esporadicamente vejo no Facebook quando as pessoas lamentam a morte de algum amigo e ponho a me questionar de que forma cada um conduziu aquela amizade enquanto foi possível? Parafraseando Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.”

Por fim, deixo aqui meu questionamento: E você? Como tem conduzido suas amizades?

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